quinta-feira, 30 de março de 2017

Quando ela trespassar a sibilina bruma

Quando ela trespassar a sibilina bruma
                                                                                                             Para a negra Valquíria


És tu a musa sagrada...
Que vagueia...
Em meus sonhos mais ignotos.
Habita o meu quimérico vergal.
Incendeia o meu estro!
Por fim
***
Mas o que será de mim?
Quando irromperes a outonal neblina?
O que será de mim?
Quando tu trespassar a sibilina bruma!
Para me dizer que amas a outro!
***
Nessa hora extrema saio de mim...
Sinto o eflúvio inebriante!
Que exala da charneca em flor...
E entorpece os meus sentidos...
Tira-me do chão!
Eleva-me ao cosmo infindo!
***
O que será de mim?
Quando eu não puder
Venerar-te de novo!
O que será de mim?
Quando tu trespassar a nevoenta noite?
Só para me dizer a verdade!
O que será de mim?
Quando disseres que amas a outro!
Por fim!
Samuel da Costa é poeta em Itajaí

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