quinta-feira, 20 de abril de 2017

Eu vejo estrelas no chão

Eu vejo estrelas no chão

Um brilho raro
Efêmero
Sintético
Abstrato
Em meio à escuridão
Da luz do dia
E mais nada
Para além disso
***
Eu vejo estrelas no chão
Cadentes
Decadentes
Em paraísos artificiais
***
Breves êxtase
E mais nada
Para além disso
***
Eu vejo estrelas no chão
Depois do brilho raro
Vem à depressão
Vem à dor
E o desespero
De estar vivo
***
Eu vejo estrelas no chão
São brilhos cósmicos
Em olhos injetados
Perdidos
Estáticos
Em paraísos artificiais
***
Eu vejo estrelas no chão
Mentes difusas
Atormentadas
Corpos celestes decadentes
Sem passado
E sem futuro
Samuel da Costa é poeta em Itajaí

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Allan Salles Ribeiro da Ailva. Tema Simples. Tecnologia do Blogger.