Ode outonal
Para negra Valquíria
Minha sagrada devoção por ti
É assim...
Criou asas e voou...
Ascendeu ao céu
Esvaeceu para além do infinito!
***
Meu ardor por ti é assim...
Voa nas asas do meu estro...
Preenche páginas em branco.
E vai morrer na última página...
De um opúsculo ainda não publicado
***
Meu sagrado pranto
Por ti é assim!
Nasceu e morreu em um prólogo!
Para depois reviver em um epílogo!
De um livro inédito.
***
Minha platônica devoção por ti é assim:
Explode em primaveras infindas!
Em uma charneca em flor!
Em dias felizes de sol!
Sem nuvens...
Inebria-se nas noites gélidas!
Ao som da toada de Pã...
***
Meu impossível amor por ti...
É assim...
Ganhas as ruas
Vira as esquinas...
Vai se perder
Não se sabe bem onde.
Perdesse de vista por fim
***
Meu amor por ti é assim
Explode dentro de mim.
Em mil palavras...
E às vezes sai mundo afora...
Escore pelas minhas mãos
Em negras linhas
Para conspurcar minhas folhas em brancas.
***
Minha flama por ti é assim
Casualmente ganha vida
E se perde no labirinto do mundo virtual!
***
Meu amor por ti ficou assim
Se se perdeu em éclogas
Do Rapsodo...
Em uns idílios
E em cânticos sagrados
Do Aedo...
***
Minha sagrada veneração por ti ficou assim
Preso no passado clássico
Em tempos longínquos...
Em meio a Áres e a Nerfetiti
Entre sonhos e ilusões
Perdidos em um tempo esquecido
***
Meus sentimentos por ti é bem assim...
Saiu de casa...
Ganhou as ruas!
Virou as esquinas
E foi se perder no infinito
Em meio a balburdia
***
O meu amor por ti
Criou asas
Ganhou o céu
E foi se perder entre os astros.
Samuel da Costa é poeta em Itajaí
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