Halfeti
Para a negra Valquíria
São noites místicas!
Ignotas
Encantadas...
De um outono sem fim
Que em tediosas horas
Perco-me
Na névoa mítica...
***
Tomo o cálice encantado...
Das delicadas mãos de Afrodite...
Saúdo Baco
Dionísio
Bebo o sacrossanto vinho!
Embriago-me
Por fim...
***
Percebo
Que a musa sagrada...
Não veio...
Que ela nunca virá!
***
Ouço o cântico sagrado...
Da Fênix em chamas
Ao longe ele me chama...
Clama por mim
***
Percebo que não estou a dormir...
Que o sonho não vem!
E o sono não chega!
Que a perdi para sempre.
Samuel da Costa é poeta em Itajaí
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